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    Blog do Braga da Rocha


    Michael Jackson e João Paulo II: nem o papa era tão 'pop'

    Michael Jackson e João Paulo II: nem o papa era tão pop

    Segue o show fúnebre em torno da deplorável figura de Michael Jackson, um desses párias a que me referi noutra postagem, erigidos à condição de semi-deuses pelos mass-media. Gente que nenhuma contribuição relevante presta à humanidade, salvo oferecer-lhe circo e, no caso de Jackson, reconheça-se, um punhado de pão, com sua iniciaiva episódica de um movimento de solidariedade aos famintos na África, nos idos do anos de 1980.

    Tenho cá comigo a lembrança dos solenes e concorridos funerais de Karol Wojtyla, estadista de coragem e perspicácia política extraordinárias, cujo papado, como João Paulo II, marcou a história do último quartel do século XX, com sua decisiva contribuição, inclusive, para a queda dos regimes totalitários no leste europeu.

    E me ocorre que o mundo presta mais homenagens a Michael Jackson, hoje, que rendeu a João Paulo II uns poucos anos atrás. Tristemente...



    Escrito por Braga da Rocha às 07h40
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    [Da morte como cura do mal da vida]

    Da morte como cura do mal da vida

    O canto a Ophelia, personagem do Hamlet de Shakespeare, enquanto submerge suavemente em águas tranqüilas:

     There is a willow grows aslant a brook,
    That shows his hoar leaves in the glassy stream;
    There with fantastic garlands did she come,
    Of crow-flowers, nettles, daisies, and long purples,
    That liberal shepherds give a grosser name, 
    But our cold maids do dead men's fingers call them:
    There, on the pendent boughs her coronet weeds
    Clambering to hang, an envious sliver broke,
    When down her weedy trophies and herself
    Fell in the weeping brook. Her clothes spread wide,
    And, mermaid-like, awhile they bore her up;
    Which time she chanted snatches of old tunes,
    As one incapable of her own distress,
    Or like a creature native and indu'd
    Unto that element; but long it could not be
    Till that her garments, heavy with their drink,
    Pull'd the poor wretch from her melodious lay
    To muddy death.



    Detalhe de Ophelia, de John Everett Millais

     
    E os candentes versos cuja fonte é o Blog da Poesia citado em anterior postagem:


    Esperando a chegada sua, ó meu Anjo Caído
    Tudo que eu amo
    Tudo o que eu amei
    Aqui foi perdido
    Dai-me de sua lagrima sagrada
    Nessa minha última atitude desesperada
    Cometerei o pior dos pecados
    Buscarei em mim minha cura
    Buscarei a Morte
    Essa a única que pode curar
    A pior de todas as doenças do homem... a Vida



    Escrito por Braga da Rocha às 01h47
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    E por falar em Verlaine, lembro-me de que há tempos o poeta me inspira. Eis uns famosos versos, acho que também aqui já reproduzidos, que registrei num caderno de anotações em um final de ano melancólico, aos meus quinze anos:

     

    "Il pleure dans mon coeur
    Comme il pleut sur la ville;
    Quelle est cette langueur
    Qui pénètre mon coeur?"

    Paul Verlaine, Romances sans paroles

     

     


    Retrato de Paul Verlaine, por Eugène Carrière, 1891



    Escrito por Braga da Rocha às 13h59
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    [Poetas malditos]

    Poetas malditos

    Era pra ser uma reflexão. Não me dei a escrevê-la. Restou apenas uma conceituação, encontada num blog de poesia, que achei interessante reproduzir.

    O blog Poesia e Crítica (http://wwwpoesiaecritica.blogspot.com/) registra que 'poetas malditos' é uma expressão utilizada para se referir, mais que ao grupo de Verlaine (Les poets maudits), a "poetas que mantêm um estilo de vida que pretende demarcar-se do resto da sociedade, considerada como meio alienante e que aprisiona os indivíduos nas suas normas e regras, excluindo-se mesmo dela ao adoptar hábitos considerados autodestrutivos, como o abuso de drogas. Sob este conceito está o mito de que o génio criador tem terreno especialmente fértil entre indivíduos mergulhados num ambiente de insanidade, crime, violência, miséria e melancolia."



     



    Escrito por Braga da Rocha às 06h01
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    [Novamente, 'O Grito']

    Novamente, O Grito

    Desta feita associado a Drummond, com que iniciei este blog:

    "Eu tenho apenas duas mãos
    E o sentimento do mundo" 

    Carlos Drummond de Andrade,
    Sentimento do mundo

     

    O Grito, de Edvard Munch



    Escrito por Braga da Rocha às 03h24
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    [Roda da fortuna]

    Roda da fortuna

    Muito apropriadamente a este tempo em minha vida, e a propósito da referência feita pelo meu caro Prof. José Luiz Horta na suas lições de metodologia, eis o texto da roda da fortuna de Carmina Burana, conforme a célebre cantata de Karl Orff:

    O Fortuna
    velut luna
    statu variabilis,

    semper crescis,
    aut decrescis;
    vita detestabilis
    nunc obdurat
    et tunc curat
    ludo mentis aciem,
    egestatem, potestatem
    dissolvit ut glaciem

    Sors immanis
    et inanis
    rota tu volubilis,
    status malus,
    vana salus
    semper dissolubilis
    obumbrata et velata
    michi quoque niteris;
    nunc per ludum
    dorsum nudum
    fero tui sceleris.

    Sors salutis et virtutis
    michi nunc contraria
    est affectus et defectus
    semper in angaria.
    hac in hora sine mora
    corde pulsum tangite;
    quod per sortem sternit fortem,
    mecum omnes plangite

     



    Escrito por Braga da Rocha às 18h02
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    [La vita... che importa?]

    La vita... che importa?

    "La vita... che importa?...
    E' il racconto d'un povero idiota;
    Vento e suono che nulla dinota!"

    Palavras de Macbeth, no ato IV da ópera de Giuseppe Verdi,
    libretto de Francisco Maria Piave, baseado na peça
    homônima de William Shakespeare



    Escrito por Braga da Rocha às 06h05
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    [De um país que merece o pior dos destinos: a democracia que tem]

    De um país que merece o pior dos destinos: a democracia que tem

    O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados absolveu hoje o Dep. Edmar Moreira, suposto proprietário de famoso castelo no interior de Minas Gerais, não declarado como seu à Receita Federal. Mais que a propriedade escamoteada do castelo, Moreira é acusado de justificar gastos de seu gabinete na Câmara com notas fiscais emitidas por empresa por ele controlada, do mafioso ramo da segurança privada. A notícia dispensa comentários.

    Lembro apenas que a prática não tem nada de inédita. Há não muito tempo, um deputado também mineiro  —  de cujo nome, por irrelevante, não me recordo no momento — gastava porção substancial dos recursos à sua disposição com aluguel de veículos de uma locadora de propriedade de seu irmão.

    Isso para não falar dos abusos relacionados ao uso de passagens aéreas e ao auxílio moradia, e ainda o descarado nepotismo, de que dão conta as páginas de todos jornais, atingindo a praticamente todos os parlamentares, e até mesmo — nenhuma razão para surpresa, nesse particular — o presidente do Senado Federal.

    O resultado é a total desmoralização não apenas dessas instituições, mas da própria democracia.

    Aliás, quem disse mesmo que um sistema baseado no princípio 'uma cabeça, um voto' subsiste à luz da razão?

    Mas não posso me alongar nesta postagem.

    A uma, porque corro o risco de ser imolado em praça pública pelos dogmatistas da democracia, que consideram ato de heresia criticar suas bases e pressupostos. 

    A duas, porque devo me apressar para juntar a um processo no Ministério da Educação os cartões de embarque de viagem oficial que fiz dia desses a um longíquo rincão no Mato Grosso, mesmo sem condições de saúde adequadas para tanto. Na cabeça dos burocratas do Poder Executivo, não basta o cumprimento da missão, com respectiva documentação, relatório de atividades, emissão de parecer etc. É preciso trazer o cartão de embarque para provar que se viajou de fato. Nada mais 'moralizante' na República...

     



    Escrito por Braga da Rocha às 20h23
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