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    Blog do Braga da Rocha


    [Morreu Michael Jackson. Quid?]

    Morreu Michael Jackson. Quid?

    Sempre que se mobilizam as atenções do mundo para fatos relacionados à vida ou à morte de pop stars e quejandos, lembro-me invariavelmente da objeção que em situações tais fazia meu velho tio Francisco Viriato, vulgo Nonô, na sua incontrastável sabedoria:

    "Mas esse sujeito nada faz — 0u fez — pelo bem da humanidade..." 

    Nada mais acertado. É de se notar ainda que, ao longo da vida, esses párias erigidos a semi-deuses pelos mass media recebem da sociedade incalculáveis recursos, com o que vivem no fausto e constroem imensas fortunas.

    Por tais é que me convenci, já há muito, de que a humanidade não faz jus, moralmente, a mais que isso: um michael jackson, um kaká ou um di caprio. Não merece jamais um Sabin, um Mandela, um Saramago...



    Escrito por Braga da Rocha às 23h22
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    [Sinal dos tempos]

    Sinal dos tempos



    Escrito por Braga da Rocha às 07h13
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    [Para Laetitia, Penélope e Júnior]

    Para Laetitia, Penélope e Júnior

    Para Laetitia, Penélope e Júnior - além do velho Pretinho, poema recebido hoje de 'O Colhedor de Azevinho'.

     

    GATOS NÃO MORREM

    Gatos não morrem de verdade:
    eles apenas se reintegram
    no ronronar da eternidade.

    Gatos jamais morrem de fato:
    suas almas saem de fininho
    atrás de alguma alma de rato.

    Gatos não morrem: sua fictícia
    morte não passa de uma forma
    mais refinada de preguiça.

    Gatos não morrem: rumo a um nível
    mais alto é que eles, galho a galho,
    sobem numa árvore invisível.

    Gatos não morrem: mais preciso
    — se somem — é dizer que foram
    rasgar sofás no paraíso

    e dormirão lá, depois do ônus
    de sete bem vividas vidas,
    seus sete merecidos sonos.

    ASCHER, Nelson. Parte alguma. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.


     



    Escrito por Braga da Rocha às 18h19
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    [O blog da Petrobras e a histeria dos veículos de comunicação de massa]

    O blog da Petrobras e a histeria dos veículos de comunicação de massa

    Desmedida e incompreensível a reação da grande imprensa ao blog Petrobras Fatos e Dados, criado por aquela empresa para publicar perguntas a si dirigidas pelos veículos da imprensa, acompanhados das respectivas respostas.

    Sabe-se que esse ambiente de histeria dos jornalistas não decorre de qualquer crença profunda e arraigada na integridade do princípio da liberdade de imprensa, que de algum modo estaria sendo desrespeitado com a iniciativa da Petrobras, senão decorre de mesquinhos interesses corporativos, traduzidos no receio de grandes veículos de ver suas pautas 'furadas', como se usa dizer no jargão jornalístico, por veículos concorrentes.  

    A iniciativa da Petrobras, se reproduzida em escala, há de inaugurar um novo marco no relacionamento entre instituições e imprensa.

    Os veículos de comunicação de massa jamais se viram confrontados à altura diante da unilateralidade de suas posições e das meias-versões tendenciosas que invariavelmente publicam, construídas segundo obscuras ideologias ou interesses de ocasião, que afetam, por vezes drasticamente, a vida de pessoas, os interesses de corporações e a estabilidade de governos.

    Não têm do que reclamar, pois, quando um serviço corporativo vem buscar estabelecer um mínimo de equilíbrio nessa relação, mostrando a íntegra da informação fornecida à imprensa, ou mesmo a versão omitida, e contribuindo assim para a transparência, a liberdade e a democratização do acessso à informação na socidade.

     



    Escrito por Braga da Rocha às 21h41
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    [Vai-se um 'estrela' do mundo forense]

    Vai-se uma 'estrela' do mundo forense

    Tive notícia por intermédio do informativo jurídico Migalhas, no último dia 19, do passamento do advogado criminalista Sidney Francisco Safe da Silveira, ex-conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil e presidente da entidade mantenedora de uma faculdade periférica da Capital mineira.

    Tendo o mundo do crime, com as decorrentes ribaltas de júri, e das obscuras instituições de ensino como seu habitat natural, Sidney Safe fazia as vezes de docente também na UFMG.

    Ali tive a oportunidade de com ele me deparar durante anos, invariavelmente metido em trajes que mais lembravam não os de um austero e respeitável professor, que nunca foi, mas os de um 'contraventor de jogo-de-bicho' ou de um 'pai-de-santo'.

    Ali também o enfrentei, enquanto difundia ele, entre os alunos, as 'chicanas' jurídicas em que era altamente versado, além de, como eventual ocupante do cargo de chefe de departamento e de outros que tais, sustentar os desmandos que com sua conivência se cometiam.

    O mundo decerto não há sentir tal perda.



    Escrito por Braga da Rocha às 14h13
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    [Black Sabbath]

    Black Sabbath

    Para causar um adicional de inveja, ainda que tardio, ao blogueiro Bigus.

    Nada mais adequado que  Sabbath a um quadro sombrio de desalento e desesperança na vida...  



     



    Escrito por Braga da Rocha às 17h06
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    [A metafísica ética de Hegel]

    A metafísica ética de Hegel

    Eis a acachapante tradução que faz Franz Rosenzweig da 'metafísica ética' de Hegel:

    “Culpa e destino — uma ética , portanto, que sintetiza a vida pessoal sob os mesmos conceitos com os quais a pesquisa estética procura esclarecer a essência da tragédia. Mas, sobre culpa e destino, presente a eles, decompondo-se e se reconstituindo, a unidade da vida. Cada separação entre o ser humano e esta unidade é culpa — culpa não é, a rigor, mais que uma tal separação — um atentado à vida una e indivisível. Mas o atentado não atinge nenhum estranho, nenhum Deus que reina a uma infinita distância da terra, nem mesmo um imperativo moral puro que estivesse de forma sublime em contraposição da vida dominada por instintos e inclinações; o atentado atinge o ofensor mesmo — pois toda vida é una. A culpa engendra assim por si mesma o destino; o criminoso experimenta em sua própria vida o fato de que ele se separou da vida. Este destino não pode ser, como o Deus da ortodoxia, aplacado por expiações compensatórias, mas não permanece eternamente implacável como a lei violada, externa ou interna, judia ou kantiana; como o destino irrompeu imediatamente da culposa separação do ser humano com relação à vida, sua reconciliação dar-se-á pela reunificação imediata do ser humano com a vida, com a reconstituição da relação rompida através da culpa: o amor. A vida pode curar suas feridas. Culpa e destino são ligados um ao outro na concepção da vida, e a vida não é outra coisa senão o movimento de culpa em direção ao destino. O indivíduo não pode se subtrair a este movimento — ele não pode ser inocente, porque ele é, exatamente, indivíduo. Quanto mais ele renega tal coisa, quanto mais ele deseja escapar do fluxo da vida e se declinar às margens dela, esta inocência tão ardentemente desejada, este querer-se-retirar-se-da-vida seria justamente sua culpa; e ele, que esperaria permanecer sem destino, será atingido pelo maior dos destinos.”

    Rosenzweig, Franz. Hegel e o Estado. São Paulo: Perspectiva, 2008, p. 136-7.

    Culpa e destino, assim, parecem ser, neste esquema hegeliano apresentado por Rosenzweig, elementos que interagem na unidade da vida. A separação entre o homem e a unidade da vida constitui a culpa e sua recondução a tal unidade opera-se pelo destino.

    Em outras palavras: a culpa, e não o pecado da ortodoxia cristã, é que constitui um atentado à plena unidade da vida; e essa necessária unidade é reconstituída não por castigos transcendentais ou pelo perdão divino, mas pelo inexorável destino — tão inexorável, parece-me, para o indivíduo, quanto a morte e o nada.

    Hegelianos dirão que minha leitura é enviesada. Talvez até um tanto nietzcheana. Pouco importa. É nessa perspectiva do indivíduo que o texto faz sentido para mim.

     

     

    Retrato de Hegel, por Schlesinger (1831)

     

     



    Escrito por Braga da Rocha às 04h00
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    [Nota de falecimento]

    Nota de falecimento

    Faleceu ontem, 14 de junho, às 22h40min, no Hospital Vera Cruz, nesta Capital, o jornalista Rinaldo Delicato Vieira, aos 84 anos. Filho de tradicional família paulistana, fixou residência em Belo Horizonte em meados da década de 1970, onde exerceu, por longos anos, a direção da sucursal mineira da Revista Imposto Fiscal, importante publicação da área de informações tributárias editada nacionalmente até os anos '80. Deixa viúva Ana Francisca Gomes e quatro filhos: Dalva, Valéria, Sérgio e Rinaldo. 

    Pelo falecido nutria este blogger a admiração e o respeito que se prestam a um pai.

     

     



    Escrito por Braga da Rocha às 19h58
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