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    Blog do Braga da Rocha


    [Peanuts]


    Peanuts

    É...




    Escrito por Braga da Rocha às 13h15
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    [Eleições 2008 - Alhures]

     

    Eleições 2008 - Alhures

     

     


    Noutras capitais, o quadro no segundo turno permitiu escolhas 'menos ruins' que aquela que se impôs em Belo Horizonte.

     

    O eleitorado de São Paulo teve diante de si a opção entre a continuidade da gestão bem-sucedida de um 'administrador-revelação', conquanto figura política insossa, o prefeito Gilberto Kassab, do PMDB, e o retorno daquela que foi a conturbada administração da arrogante e antipática Marta Suplicy, do PT. As urnas revelaram o que já se esperava: vitória por larga vantagem de Kassab, cujo único efeito a lamentar, segundo penso, é o conseqüente fortalecimento de seu principal apoiador, o governador paulista José Serra, como pré-candidato à presidência da República, em detrimento, no âmbito do PSDB, das aspirações do mineiro Aécio Neves.

     

    A situação em Salvador também me despertou especial interesse. O atual prefeito João Henrique, do PMDB, disputou a renovação de seu mandato contra o deputado federal Walter Pinheiro, do PT. Do atual prefeito tenho escassas impressões, mas parece que está a realizar uma administração aceitável na capital bahiana. Walter Pinheiro tem uma atuação parlamentar operosa e consistente, conforme tenho podido acompanhar, em minha lida quotidiana, direta ou indireta, com a base de apoio ao governo federal no Congresso. Minha preferência era, decididamente, por Pinheiro. Mas a reeleição de João Henrique só tem, a meu modo de ver, um grave aspecto negativo: o fato de ter-se sustentado, a partir do segundo turno, com o apoio de representantes do que há de pior e mais detestável na política brasileira, tal como a asquerosa figura do deputado ACM Neto, herdeiro do esgarçado espólio político carlista.

     

    No Rio de Janeiro, o eleitorado parece ter superado a falta de discernimento político que o tem levado a eleger, há tempos, uma longa série de governantes populistas, demagogos, irresponsáveis, incompetentes e corruptos, levando desta feita ao segundo turno dois muito bons candidatos: os deputados Eduardo Paes, do PMDB, e Fernando Gabeira, do PT. Minha 'torcida' foi intensa por Gabeira, havido como uma das raras 'reservas morais' do parlamento brasileiro, quiçá da vida política nacional. A impressão que me restou a respeito da vitória de Paes, por pequena diferença percentual, pode ser traduzida nas palavras do colega Bruno Rabello, que me permito, com a expectativa de sua vênia, aqui reproduzir:

     

    "[...] fiquei muito triste com a derrota do Gabeira no Rio. Nem tanto por Eduardo Paes, que não me parecia um mau candidato, mas pelo que a eleição de Gabeira representava: um modo diferente de fazer política, uma biografia senão impecável, ao menos exemplar, uma trajetória longa e coerente. Nem tenho certeza se ele seria um bom prefeito, mas que sua eventual eleição representava a possibilidade de uma utopia tornar-se real, isso representava. Lendo as diversas análises, concluo que ele perdeu mais por seus méritos do que por seus defeitos: optou por uma campanha limpa, que não poluísse visualmente a cidade; recusou-se, durante muito tempo, a não aceitar doações acima dos limites legais; não se preparou com um mídia trainner (argh!) para os debates, preferindo agir de modo natural e intuitivo; afirmou, na véspera da eleição, que se eleito pretendia acabar com a relação promíscua entre prefeito e vereadores (com o que mobilizou contra si a maioria dos vereadores eleitos e comprometidos com o modus operandi vigente). Que o PT tenha se alinhado a Eduardo Paes (ex-tucano e ex-crítico ferrenho do governo Lula) contra um petista e idealista histórico escancara ainda mais que o partido tornou-se tão fisiológico quanto qualquer outro. Perdeu o Rio, perdeu o Brasil."

     

    Bruno Rabello, em http://brunorabello.blog.uol.com.br/

     

    Tal é, de qualquer modo, o sistema democrático, cujos pressupostos e resultados estou cada vez mais convicto disso causarão espécie às gerações futuras, ainda que num futuro algo distante. 



    Escrito por Braga da Rocha às 05h32
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    [Insônia]


    Insônia


    Em meados da semana, enfim, polissonografia.
    Desde então, noites conturbadas.
    Hoje, vigília noturna integral.
    E totalmente improdutiva.
    Sobreviverá este blogger?

     



    'Insone', de John Jude Palencar



    'Pesadelo', de Henry Fuselli



    Escrito por Braga da Rocha às 08h22
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    [Eleições 2008 - Belo Horizonte (ii)]

     

    Eleições 2008 - Belo Horizonte (ii)

     

     


    A esta altura, em confirmação do resultado das pesquisas de 'boca de urna', a apuração dos votos indica que, matematicamente, Márcio Lacerda já se encontra eleito prefeito de Belo Horizonte.

     

    Apesar das vicissitudes experimentadas na campanha, restam induvidosamente fortalecidos Fernando Pimentel e Aécio Neves, patronos do candidato eleito. A discutível figura política de Hélio Costa, por seu turno, que aderiu publicamente com oportunista entusiasmo à campanha de Quintão, parece-me o grande derrotado do processo, no contexto geral da política mineira.

     

    Nesse sentido, aparentemente, dos males o menor.

     

    De minha pessoal perspectiva, tratava-se de uma disputa equivalente se me permitem o recurso a uma categoria de expressões figuradas bastante em voga  a uma partida de futebol entre Corinthians e Flamengo: meu resultado predileto seria a derrota de ambos.

     



    Escrito por Braga da Rocha às 19h57
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    [À mesa]


    À mesa
     

    Indicação gastronômica do mês: Premium rib, tendo como guarnição um risotto ai tre funghi, do chef Ivo Faria, no restaurante Vecchio Sogno, em Belo Horizonte. Prato especialíssimo, fora do cardápio. Para acompanhar, pode-se escolher um vinho do Veneto entre os mais de trezentos rótulos existentes na excelente adega.

    Simplesmente perfeito! 


    Em tempo: 'post' refeito, pelas razões que oportunamente declinarei.



    Escrito por Braga da Rocha às 17h55
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    [Eleições 2008 - Belo Horizonte (i)]


    Eleições 2008 - Belo Horizonte (i)

     

     


    Dia de sufrágio em segundo turno nas eleições municipais.

     

    O evolver da campanha no segundo turno em Belo Horizonte delineou claramente características de ambos os candidatos que já se evidenciavam, ainda que de forma menos acentuada, durante todo o processo.

     

    Leonardo Quintão, um parlamentar jovem e pouco expressivo, é simpático e bem articulado. Político de viés populista, atrai o eleitorado com seu discurso fácil e cativante, conquanto pouco consistente. É filho de um 'coronel' da política interiorana e tem ainda incômodas ligações com os segmentos ditos 'evangélicos' na política. 

     

    Márcio Lacerda é um empresário bem-sucedido e tem atuação na Administração Pública como um técnico aparentemente competente. Sem qualquer experiência eleitoral, porém, não tem carisma pessoal algum e sustenta suas esperanças no fenômeno conhecido por 'transferência de votos', a partir do apoio do prefeito Fernando Pimentel e do governador Aécio Neves, ambos com seus projetos de ascender, respectivamente, ao governo do Estado e à presidência da República.

     

    Todavia, a campanha tomou rumos que deveriam envergonhar a ambos os candidatos e seus prosélitos. E contrariando a tendência que se manifestava incialmente, as últimas pesquisas eleitorais mostram vantagem de Lacerda em relação a Quintão.

     

    Como sói acontecer em situações do gênero em que, como já disse, nenhum dos candidatos revela-se à altura do cargo em disputa — não me sinto em condições de fazer escolha alguma dentro do quadro que se me apresenta. Minha opção é a abstenção. Lamentavelmente.

     

     



    Escrito por Braga da Rocha às 14h14
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    [Aida, de Verdi]

    Aida, de Verdi 

    Nesta semana, em cartaz no Palácio das Artes, na Capital mineira, a ópera Aida, de Giuseppe Verdi, meu predileto compositor lírico. Seis apresentações de grandiosa montagem em teatro confortável e a preços módicos. Tudo o que Brasília, lamentavelmente, não oferece.

    Espero que disposição não me falte para deixar a 'toca' e assistir ao espetáculo, que tenho por imperdível.

     

    Cartaz da montagem de 'Aida' em Roma, no centenário de Verdi

     



    Escrito por Braga da Rocha às 04h58
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    [Um mês sem Penélope]


    Um mês sem Penélope

    Há um mês Penélope nos deixou. Mesmo seu comportamento um tanto arredio ao contacto me faz falta. Pra não dizer da docilidade de sequer saber usar as garras, da postura elegante tal qual menina educada na Socila, de sua singularíssima e compulsiva dieta de papel...

    Saudades, Penélope!

     

     



    Escrito por Braga da Rocha às 13h48
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    [Francisco]

     

    Francisco

     

    "Laudato sie, mi Signore, cum tucte le tue criature"
     São Francisco de Assis

     

     



    São Francisco de Assis, no traço de Cândido Portinari

     


    No último dia 4 de outubro apareceu à porta do prédio onde reside minha mãe, em Belo Horizonte, um cãozinho com escoriações por todo o corpo e uma grave lesão na pata anterior esquerda — que já se encontrava praticamente extirpada, como provável resultado de algum acidente —, o que ao certo o levaria à morte, por infecção, caso não sobreviesse com presteza o necessário socorro. No seu eloqüente silêncio, o animalzinho clamava por ajuda e despertava compunção.

     

    Não tive dúvidas: com a prestimosa ajuda de uma amiga médica veterinária, levei-o imediatamente ao hospital da UFMG, onde recebeu os primeiros socorros e ficou internado por uma semana. Agora, encontra-se em recuperação sob os cuidados de minha família — ainda em um abrigo transitório, mas acolhedor e apropriado à sua convalescença.

     

    Lembrado de que seu achamento se dera no dia de Sâo Francisco de Assis, patrono dos animais, passei a chamá-lo Francisco, ou simplesmente 'Chico'.

     

    Em breve, Chico há de encontrar, com a bênção de seu protetor celestial, um lar definitivo.

     

     

     

     

    Francisco, ao receber atendimento no hospital veterinário da UFMG



    Escrito por Braga da Rocha às 09h57
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    [Corrupção 'versus' percepção da corrupção]

     

    Corrupção versus percepção da corrupção 

     

    Em seguimento de discussões intermináveis sobre o assunto que tenho travado com os mais variados interlocutores, julgo oportuno transcrever adiante palavras de Jorge Hage, Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União, que remetem ao problema do 'aumento da corrupção versus aumento da percepção da corrupção'.

     

    Os comentários foram feitos em setembro último, a propósito da divulgação de índices da Transparência Internacional sobre corrupção, inclusive no Brasil — que nada mais fazem que medir, registre-se, ainda assim precariamente, a percepção da população a respeito da corrupção.

     

    E o aumento da percepção da corrupção, como diz Hage, não tem relação direta com o aumento das práticas de corrupção na Administração Pública. Antes, o contrário. Uma vez que a percepção da corrupção aumenta à medida que se mais expõe o fenômeno, inclusive por via da efetivação de políticas públicas de combate a esse mal, freqüentemente há uma relação até mesmo inversa entre ambos os elementos.

     




    "De palpiteiros internacionais, bastam os que já foram à falência.

    Esses 'índices de percepção' da Transparência Internacional merecem, para nós, tanta credibilidade quanto os 'índices de risco' daqueles bancos de investimento – como o Lehman Brothers e o Merryl Lynch – que acabam de ir à falência. Ou seja, ninguém aqui leva mais isso a sério.

    A Transparência Internacional não conhece nada do Brasil, nunca vem aqui, ignora completamente o que aqui se faz e fica dando palpite a distância, sem fazer nenhuma pesquisa real sobre corrupção nem sobre o combate à corrupção.

    O que eles dizem medir (e nem isso medem, pois o que fazem é uma salada de cálculos incoerentes a partir de medições de terceiros, de outras instituições, cada uma com seus próprios e diferentes critérios) são apenas 'percepções' sobre corrupção. Além disso, a suposta medição mistura num só balaio os diferentes poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo) e as três esferas da Federação (Governo Federal, 26 estados e 5.560 municípios).

    Ora, é óbvio ululante que a percepção sobre a corrupção aumenta quando se ouve falar mais do assunto. E, no Brasil, foi nos últimos anos que mais se falou no assunto, exatamente porque o combate à corrupção passou a ser uma meta e uma prioridade de Governo. Por isso foram fortalecidas a Polícia Federal, a CGU, o COAF, e foi dada inédita liberdade de atuação ao Ministério Público; por isso se organizou a ENCCLA; por isso foram criadas Varas Especializadas na Justiça Federal; por isso, o nosso Sistema de Corregedorias já excluiu do Serviço Público mais de 1.800 agentes públicos, inclusive de elevada hierarquia, e assim por diante.

    E foram criados também instrumentos para dar transparência cada vez maior aos gastos públicos, como o Portal da Transparência, premiado várias vezes e elogiado no mundo inteiro, a começar pela ONU e pelo UNODC. Aliás, o UNODC trabalha em cooperação conosco e vem qualificando a experiência da CGU brasileira como referência internacional. Ainda ontem recebi a visita do Diretor Adjunto do UNODC, Sr. Bernard Frahi, que veio de Viena para conhecer o nosso trabalho.

    E em recente reunião do Conselho Econômico e Social da ONU, em NY, tive oportunidade de expor as iniciativas brasileiras nessa área, e levantar a questão sobre o efeito perverso dessas pretensas pesquisas. Na ocasião, disse eu – e todos concordaram – que esse tipo de pesquisa de percepção só se 'presta' para uma coisa: desencorajar os países a dar início a programas de transparência, investigação e combate à corrupção, porque certamente ficam com receio de pagar o preço político de serem acusados de aumento da corrupção. Alguns podem preferir deixar o problema abafado, e não rasgar o tumor. Tal qual o Brasil fez por muito tempo.

    Eu, de minha parte, considero simplesmente leviano e irresponsável esse tipo de ranqueamento que essa gente faz.

    Veja você que nem mesmo a sucursal brasileira da Transparência aceitou continuar se comprometendo com ela: lembram que a Transparência Brasil desligou-se da Internacional no ano passado?

    O que conforta é que o povo também não se deixa enganar por muito tempo com esses 'índices' da TI.

    Há algumas semanas foi feita uma pesquisa, no Brasil, pelo Vox Populi, por solicitação da UFMG, que mostrou que 75% dos entrevistados reconhecem que o que tem aumentado no Brasil não é a corrupção, mas sim o combate a ela."

    Jorge Hage Sobrinho, em http://www.cgu.gov.br/Imprensa/Noticias/2008/noticia10308.asp

     

    Panorama da corrupção no mundo, segundo indicadores de percepção da corrupção.
    Mapa simplificado, em que se encontram destacados apenas os países
    correspondentes aos extremos dos resultados.



    Escrito por Braga da Rocha às 14h36
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    [Esquemas hegelianos]

    Esquemas hegelianos

     

    Por caridade, alguém me ajude a entender Hegel!

     

    Os seguintes esquemas encontrei em http://www.hegel-system.de/de/d0.htm — há até um f.a.q. sobre Hegel no sítio. Talvez ajudem em algum momento de luz e inspiração. Por ora, só labuta e transpiração.


     

     

     

     


         

     

     



    Escrito por Braga da Rocha às 12h40
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    [Um mês]

     

    Um mês

    Ontem, um mês da experiência como blogger. Estou a achá-la interessante. E espero que um ou outro leitor também, quanto ao resultado.


    Assim, o 'Blog do Braga da Rocha' continua vivo...

     

    E hoje é 'Dia dos Professores'. Parabéns a nós todos!

     

     

     

     



    Escrito por Braga da Rocha às 16h49
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    [Eleições 2008 - Belo Horizonte]

     

    Eleições 2008 - Belo Horizonte

     

     


    Debate entre os candidatos a prefeito Márcio Lacerda e Leonardo Quintão, ontem à noite, promovido pelo Centro Acadêmico Afonso Pena, no auditorium magnum da Faculdade de Direito da UFMG. Meu escasso interesse pelo estado de coisas no segundo turno destas eleições e minha intolerância a eventos demasiadamente concorridos mantiveram-me à distância dos acontecimentos. É bem provável que, como no mais recente debate televisivo, Quintão tenha se saído melhor, mercê de maior presença de espírito e 'jogo de cintura' que revela, o que lhe permite contornar as situações embaraçosas que se lhe apresentam. Sem embargo, nenhum dos candidatos está à altura do seleto público que tiveram ontem, assim como não se mostram à altura do cargo que disputam. Isto posto, o prognóstico unânime entre os membros da Confraria da Pergamum não era outro senão o de que o debate só poderia ter um 'vencedor': o Zé Luiz!

     

    Aqueles que presenciaram os fatos que dêem seu testemunho, inclusive aqui no blog, se assim desejarem.

     

    Agora, torno às minhas leituras hegelianas.

     



    Escrito por Braga da Rocha às 13h53
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    [Mosaico felino]

    Mosaico felino

     

    Saudades de meus filhotes, aqui apenas representados nesse diversificado mosaico.

    Em breve, novidades no capítulo 'bichinhos de estimação'.


     

     

     

     

    E por falar em gatos e gatas...

     

    "Pêlo cinza, pêlo preto

    pêlo seda, pêlo duro

    pêlo longo, pêlo    curto

                                cortado

                                raspado

    Peles e pêlos

    na almofada, no tapete

    no canto, na cama

                                ronronam

                                respiram

                                aspiram

                                suspiram

                                        e sobem

                                        e o monte

                                        penetram

                                felinos

                                felizes"

     

    Mauro Salles, 'Gatas'

     



    Escrito por Braga da Rocha às 06h01
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    [Da sabedoria do 'Mago do Cosme Velho']

     

    Da sabedoria do 'Mago do Cosme Velho'

     

    Em contraponto às comemorações seculares — das efemérides religiosas passo inteiramente ao largo — deste 12 de outubro, ocorre-me insistentemente a célebre e sábia frase com que Brás Cubas encerra positivamente o balanço de sua vida:

     

    "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria".


    Machado de Assis, 'Memórias póstumas de Brás Cubas'

     

     

     

    Machado de Assis

     



    Escrito por Braga da Rocha às 15h37
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    [Warum bin ich ich und warum nicht du?]

     

    Warum bin ich ich und warum nicht du?
    Warum bin ich hier und warum nicht dort?
    Wann begann die Zeit und wo endet der Raum?


     

     

    Na data em que se comemora o 'Dia das Crianças', refaço o post de um excerto que conjuga, com extraordinária beleza e propriedade, poesia e a Existenzphilosophie dos alemães:

     


    "[...]
    Als das Kind Kind war,

    wußte es nicht, daß es Kind war,
    alles war ihm beseelt,
    und alle Seelen waren eins [...]

    Als das Kind Kind war,
    war es die Zeit der folgenden Fragen:
    Warum bin ich ich und warum nicht du?
    Warum bin ich hier und warum nicht dort?
    Wann begann die Zeit und wo endet der Raum?
    Ist das Leben unter der Sonne nicht bloß ein Traum?
    Ist was ich sehe und höre und rieche

    nicht bloß  der Schein einer Welt vor der Welt?
    Gibt es tatsächlich das Böse und Leute,
    die wirklich die Bösen sind?
    Wie kann es sein, daß ich, der ich bin,
    bevor ich wurde, nicht war,
    und daß einmal ich, der ich bin,
    nicht mehr der ich bin, sein werde? [...]"

    Peter Handke, 'Lied vom Kindsein'

     

     



    Solveig Dommartin, em 'Der Himmel über Berlin'

     

     


    Antecipando-me a pedidos dos menos versados no idioma de Goethe, segue razoável tradução livre, que, encontrada num blog conhecido, dispensou-me do ingente e arriscado — além de possivelmente mal-sucedido trabalho de verter pessoalmente o texto para a língua portuguesa:

     


    "[...] A criança, enquanto criança
    não sabia que era uma criança
    e [para ela] tudo não tinha alma
    e todas as almas eram uma só [..
    .]

    Quando a criança era uma criança,
    era o tempo para estas perguntas:
    Porque é que eu sou eu e porque não sou tu?
    Porque estou aqui e não ali?
    Quando começou o tempo e onde acaba o espaço?
    A vida debaixo do Sol não será apenas um sonho?
    O que eu vejo, ouço e cheiro

    não será a ilusão de um mundo antes do mundo?
    Uma vez que existe o mal e as pessoas,
    será que o mal existe realmente?
    Como é possível que eu, que sou eu,
    Não exista antes de ser,

    e que, algum dia, eu, que sou eu,

    deixe de ser quem sou? [...]"

    Peter Handke, 'Canção da infância'

     

    Aliás, registre-se que Der Himmel über Berlin, de Wim Wenders, aqui chamado Asas do Desejo, é um filme daqueles que se podem considerar verdadeiramente imprescindíveis.


    'Asas do Desejo', de Wim Wenders, 1987




    Escrito por Braga da Rocha às 03h34
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    [Confraria da Pergamum e quejandos]





    Confraria da Pergamum e quejandos

    Transcorreu a semana sem que este blogger encontrasse inspiração ou motivação para escrever. Em razão disso, nenhuma nota.

    Dignos de apontamento apenas os dois encontros, ocorridos na terça e na quinta-feira, daquela que eu chamaria 'Confraria da Pergamum', ou o que o valha. Excelente prosa sobre direito, filosofia, política, assuntos acadêmicos em geral e variados temas extra mura regada a vinhos cuidadosamente selecionados ora pelo maestro Prof. Dr. Joaquim Carlos Salgado, ora por nosso amigo e anfitrião, editor Arnaldo Júnior.

    Nesse universo a mim tão caro, registre-se ainda a escolha, para a sub-chefia do departamento correspondente à área de filosofia do direito na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, de meu velho amigo Prof. Dr. José Luiz Horta — que me concede a honra de poder dizê-lo leitor eventual deste blog. Parece que se trata da única eleição unânime de um auto-declarado 'udenista' que consta nos anais da vetusta Casa de Afonso Pena, quiçá na história da vida política nacional. Ao eleito meus efusivos cumprimentos, com a certeza de que o caminho rumo ao reitorado segue a se descortinar...




    Confraria da Pergamum

    Em tempo: Não é que José Luiz tenha, necessariamente, recebido melhor iluminação nessa foto. Pode bem dar-se que o brilho que o destaca decorra de sua natural e auto-proclamada 'luz própria', de natureza e magnitude estelares...



    Escrito por Braga da Rocha às 03h34
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    [Eleições 2008 - Belo Horizonte]

     

    Eleições 2008 - Belo Horizonte

     

     


    Começo de semana melancólico, com o frustrante resultado das eleições municipais em Belo Horizonte, cidade em que sou eleitor. 

     

    Qualificados para o segundo turno na eleição para prefeito, praticamente empatados cada um com pouco mais de 40% dos votos, dois neófitos e ilustres desconhecidos na política: o recém-fabricado candidato Márcio Lacerda, milionário fruto da relação de conveniência entre os antagônicos PSDB e PT, e o menino engomadinho e caipiríssimo Leonardo Quintão, representante do 'saco de gatos' que é o PMDB. Enquanto isso, homens públicos com a respeitável trajetória política de um Sérgio Miranda, hoje no PDT, restam contemplados com algo como irrisórios 3% dos votos.

     

    Registre-se, a propósito, que o jovem e inexpressivo Quintão tem-se como o provável futuro chefe do Executivo na Capital mineira, à vista da ascensão que experimenta nas últimas semanas nas pesquisas eleitorais e das demais forças que se devem unir em torno de sua candidatura no segundo turno.

     

    Para o Legislativo, ainda mais decepcionante o resultado. O obtuso eleitorado é capaz de guindar ao cargo de vereador figuras como 'Preto do sacolão' e 'Edinho do açougue', além dos incontáveis pastores e 'bispos' de costume, em detrimento de candidatos da qualidade de, apenas como exemplo, Bruno Burgarelli, professor e advogado comprometido com causas nobres e relevantes, como a defesa do consumidor.

     

    Desanimador. Mas democracia representativa é isso aí, infelizmente. Não é à toa que tenho me perguntado, há tempos, se o 'dogma democrático' hodiernamente estabelecido não há de ser superado no devir da história. E será, é o vaticínio que faço. De qualquer modo, por certo eu e o leitor já não estaremos vivos para testemunhar esse grande passo da humanidade.



    Escrito por Braga da Rocha às 23h36
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    [Ad perpetuam memoriam]


    Ad perpetuam memoriam
    Contam-se hoje exatos trinta anos.
    “Quem souber
    Dizer a exata explicação
    Me diz como pode acontecer

    Um simples canalha mata um rei
    Em menos de um segundo
    Oh, minha estrela amiga
    Por que você não fez a bala parar?



    Beto Guedes, 'Canção do novo mundo'

     
    Walter Viriato da Rocha, 25 dez. 1944 - 5 out. 1978
     


    Escrito por Braga da Rocha às 20h51
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    [Bruno Burgarelli]

     

                       

     

    Velhos amigos reunidos em almoço de apoio à candidatura de Bruno Burgarelli



    Escrito por Braga da Rocha às 01h16
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    [Bruno Burgarelli]


    Nestas eleições, uma vez mais, estou com Bruno Burgarelli, candidato a vereador em Belo Horizonte.
    [post periodicamente renovado, para estar sempre up durante a campanha]


    http://www.brunoburgarelli15123.can.br/




    Escrito por Braga da Rocha às 01h11
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    [Eram três gatinhas...]


    Eram três gatinhas...

     

    Passou-se uma semana sem Penélope...
    Penélope, Penélope, Penélope!

     

     

     


    'Eu acho que vi três gatinhas': Magali, Pamela e Penélope brincando de esconde-esconde

     

     

     

    "The naming of cats is a difficult matter,
    It isn't just one of your holiday games;
    You may think at first I'm mad as a hatter
    When I tell you a cat must have three
    different names.

    First of all, there's the name
    that the family use daily,
    Such as Victor, or Jonathan,
    George or Bill Bailey--
    All of them sensible everyday names.
    There are fancier names
    if you think they sound sweeter,
    Some for the gentlemen,
    some for the dames;
    Such as Plato, Admetus,
    Electra, Demeter--
    But all of them sensible everyday names.

    But I tell you,
    a cat needs a name that's particular,
    A name that is peculiar, and more dignified,
    Else how can he
    keep up his tail perpendicular,
    Or spread out his whiskers,
    or cherish his pride?

    Of names of this kind,
    I can give you a quorum,
    Such as Munkustrap, Quazo or Coripat,
    Such as Bombalurina, or else Jellyrum--
    Names that never belong
    to more than one cat.

    But above and beyond
    there's still one name left over,
    And that is the name that you will never guess;
    The name
    that no human research can discover--
    But The Cat Himself Knows,
    and will never confess.

    When you notice a cat in profound meditation,
    The reason, I tell you, is always the same:
    His mind is engaged in rapt contemplation
    Of the thought, of the thought,
    of the thought of his name:
    His ineffable effable
    Effanineffable
    Deep and inscrutable singular Name

    The naming of cats

    The naming of cats is a difficult matter,
    It isn't just one of your holiday games;
    You may think at first I'm mad as a hatter
    When I tell you a cat must have three
    different names.

    First of all, there's the name
    that the family use daily,
    Such as Victor, or Jonathan,
    George or Bill Bailey--
    All of them sensible everyday names.
    There are fancier names
    if you think they sound sweeter,
    Some for the gentlemen,
    some for the dames;
    Such as Plato, Admetus,
    Electra, Demeter--
    But all of them sensible everyday names.

    But I tell you,
    a cat needs a name that's particular,
    A name that is peculiar, and more dignified,
    Else how can he
    keep up his tail perpendicular,
    Or spread out his whiskers,
    or cherish his pride?

    Of names of this kind,
    I can give you a quorum,
    Such as Munkustrap, Quazo or Coripat,
    Such as Bombalurina, or else Jellyrum--
    Names that never belong
    to more than one cat.

    But above and beyond
    there's still one name left over,
    And that is the name that you will never guess;
    The name
    that no human research can discover--
    But The Cat Himself Knows,
    and will never confess.

    When you notice a cat in profound meditation,
    The reason, I tell you, is always the same:
    His mind is engaged in rapt contemplation
    Of the thought, of the thought,
    of the thought of his name:
    His ineffable effable
    Effanineffable
    Deep and inscrutable singular Name."

     

    T.S. Elliot, 'The naming of cats'

     

     

    Para quem prefere a tradução:

     

    "O nome dos gatos é um assunto matreiro.
        E não passatempo para entreter parentes:
    Podem me achar doido igual a um chapeleiro.
        Mas um Gato tem três nomes diferentes.
    O primeiro é o nome que a família mais usa.
        Como Pedro, Augusto, Estêvão, Oliveiros.
    Como Vítor, Jorge, ou Jonas ou Fiúza...
        Mas nomes nomes que são no entanto corriqueiros.
    Outros há pomposos, que parecem mais chiques
        Sejam para as damas ou para os cavalheiros:
    Como Electra, Egeu, Inês, Afonso Henriques...
        Mas nomes que são no fundo corriqueiros.
    Ora afirmo: um gato apenas se completa
        Com um nome que seja peculiar e distinto;
    Como iria então manter a cauda ereta,
        Erguer os bigodes e acalentar o instinto?
    Dos nomes da espécie, a lista é pequenina:
        Como Munkustrap, Quaxó, Coricopato,
    E Ágata talvez, talvez Bombalurina...
        Nome que se aplica apenas a um só gato.
    Mas acima e além, um nome se exorciza,
        Esse que jamais nos viria à cabeça,
    Procurando em vão pela humana pesquisa...
        Só o Gato sabe, mas a ninguém confessa.
    Se vires um gato em profundo mutismo,
        Saibas a razão que o tempo lhe consome:
    Sua mente paira a divagar no abismo
        E ele pensa, e pensa, e pena no seu nome:
                No inefável afável
                Inefanifável
    Fundo e inescrutável sentido de seu Nome.

    T.S. Elliot, 'Dar nome aos gatos' - trad. por Ivo Barroso



    Escrito por Braga da Rocha às 23h07
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